| "Monólogos das flores violadas" |
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![]() Com o apoio e presença da APAV, a estreia de “Monólogos das Flores Violadas” está marcada para o Dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres, 25 de Novembro, no Auditório Municipal Lourdes Norberto, em Linda-a-Velha, Oeiras. Baseado em factos reais e extraido de uma série de reportagens intituladas, Documento BR – Histórias de exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais e publicada pelo jornal O POVO, Fortaleza-CE, em 17 de dezembro de 2006, “Monólogo das Flores Violadas” do actor, encenador e dramaturgo Cacá Araújo, encenado pelo actor João Pinho, é acima de tudo um drama de fundo social. João Pinho, tem aqui no seu primeiro trabalho como encenador ao mesmo tempo que deixa a sua contribuição em forma de ALERTA, para consciências responsáveis, que cada vez mais teimam em olhar para o lado, e nada fazem para acabar com a violência fisica e moral de que são vitimas as MULHERES por todo o Mundo, ou pior ainda, na nossa rua … São quatro as histórias representadas. Antônia, ameaçada de violação pelo padrasto, foge de casa aos 11 anos de idade e entra rápidamente no caminho da prostituição. A adolescente Isabel, foi vendida por R$ 100 pelo seu próprio pai a um camionista. Alice, que aos 13 anos, foi forçada a fazer o seu primeiro programa sexual, sob pena de ser assassinada. Cecília morre de SIDA, transmitida propositadamente por um homem que lhe pagou R$ 50 por um momento de prazer. Os casos são narrados e interpretados, como se cada uma destas vivências, fizessem parte de uma única vida, provada e reprovada pelo trágico destino de viver à margem da dignidade humana. É denso e muito atormentado o percurso psicológico das personagens: ouvem e repetem as vozes, sentem e repelem as agressões, cheiram e tentam fugir aos odores da violência. Mas a vida arrasta-as, ferindo e manchando-lhes a inocência. É a morte que, mesmo vindo cedo, demorou demais… Segundo dados da Amnistia Internacional, pelo menos, uma em cada três mulheres já foi vítima de violência. Assim, um grupo de actores do Intervalo Grupo de Teatro, com o apoio da APAV, decidiu levar à cena a peça “Monólogos das Flores Violadas” - quatro histórias que aconteceram no Brasil, mas que podiam até ter acontecido na sua rua. “Viver sem violência é um direito humano, mas há ainda milhões de mulheres e raparigas, seja em cenários de paz ou guerra, que sofrem com a violência imposta pelo poder, em casa ou na comunidade. Por todo o mundo, mulheres são espancadas, violadas, mutiladas e mortas sem que ninguém seja penalizado por isso.” Encenação, adaptação e produção: Auditório Municipal Lourdes Norberto, em Linda a Velha |











