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Arranje a minha rua

Arranje a minha rua - Serrviço da Junta de Freguesia de Carnaxide
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CHAFARIZ DE CARNAXIDE

Localização: Rua 5 de Outubro, em Carnaxide

Dados Históricos: O chafariz inicial data do século XVIII. O frontispício tem esculpido o brasão real e uma inscrição em latim que refere: “O Rei D. José o mandou fazer em 1766 incluido nas suas obras de reconstrução após o terramoto”.
No verso do chafariz pombalino, a uma cota supereior, em frente da Igreja de S. Romão, foi construído outro chafariz designado por Chafariz Municipal, com uma bica, que está revestido a azulejos datados de 1952.

Edição CMO “ Património – História” Dra. Filomena Serrão


Trata-se de um chafariz que recebia água de uma nascente no chamado Sítio das Francesas que alimentava também o Chafariz da Buraca, numa distância de 19:451 palmos (segundo referência da época), na sua maior parte mercê de um aqueduto subterrâneo.
Atrás do pequeno monumento, frente à Igreja de S. Romão, foi construído outro chafariz com uma bica, revestido a azulejos datados de 1952 (que representam o século XVII e XVIII), designado por Chafariz Municipal.

Livro Memórias de Carnaxide – Novembro de 2005 – João Figueiredo e Sofia Santos


AQUEDUTO DE CARNAXIDE

Localização: Rua Manuel dos Santos Mónica, em Carnaxide

Dados Históricos: O Aqueduto de Carnaxide foi mandado construir por D. José I no século XVIII. Trata-se de um aqueduto subterrâneo, que conduz a água da nascente, localizado a cerca de 1 km da entrada da galeria do sítio designado das Francesas, até ao chafariz situado na zona antiga de Carnaxide.
São apenas visíveis três clarabóias que assinalam exteriormente o curso da água. A mina mãe-de-água, feita em cantaria, constitui uma bela peça de arquitectura do século XVIII. O seu interior é ocupado por bancos em pedra e um tanque – reservatório das águas que se dirigem para o chafariz.

Edição CMO “ Património – História” Dra. Filomena Serrão


Há 70 milhões de anos, um vulcão residente na zona de Carnaxide entrou em erupção lançando a sua lava até Mafra e deixando água de qualidade na sua terra. A serra de Carnaxide, de onde vinha um braço de água para o Aqueduto de Caneças, dava de beber à capital do país e para retribuir a amabilidade, D. José I mandou construir um aqueduto só para ela! As obras começaram em 1765 e no ano seguinte inaugurou-se o aqueduto e o chafariz onde chegava fresca e pura a água da serra. Hoje a água foi considerada «imprópria para consumo», mas ainda se pode ler no frontispício da fonte, em latim inscrito numa placa de pedra, que «O fidelíssimo Rei D. José I, liberal, magnifico e piedoso, mandou que para utilidade deste povo, corresse livre esta água. Ano do Senhor de 1766».
Certo é que desde o início do projecto, que os responsáveis pelas obras do Aqueduto das Águas Livres tiveram a clara noção de que o caudal proveniente da Água Livre era insuficiente para o abastecimento de Lisboa, mesmo contando com o reforço das nascentes subsidiárias já então detectadas. Assim, com o dinheiro do real da água também D. José I mandou construir em Carnaxide casas para a mulher que aleitou a “sereníssima Senhora Infanta” e para um seu criado chamado Diniz (1769).
Actualmente, com a água canalizada, o aqueduto não passa de um monumento que é preservado pelos populares e em especial por João Figueiredo, funcionário da Câmara Municipal de Oeiras, que mantém o túnel sempre limpo e apto a receber as visitas que ele próprio guia. Agraciado pelo antigo presidente da C.M.O., Isaltino Morais, com o título «o conservador», João Figueiredo, amante acérrimo do património da sua localidade, desde 1986 que promove visitas guiadas a este aqueduto subterrâneo, com direito a uma lição de História!
Exemplo vivo de uma das mais importantes obras pombalinas no Concelho, o Aqueduto de Carnaxide, desde Maio de 1998 considerado «Monumento Nacional», foi mandado construir em 1765 face aos protestos dos habitantes que viam as suas águas serem desviadas para Lisboa através do Aqueduto das Águas Livres. E durante muito tempo Carnaxide foi, de facto, abastecida de água pelo Aqueduto. Hoje é património edificado da vila, que merece a protecção de João Figueiredo contra o crescente vandalismo. Razão que levou a imprensa nacional a intitula-lo «dono do aqueduto».
Do Aqueduto de Carnaxide apenas são visíveis, à superfície, as três clarabóias que iluminam o curso de água subterrâneo. Mas em baixo há muito mais a registar. A entrada faz-se por uma porta simples com a inscrição «C.M.O. 1883» na parte superior. Lá dentro são cerca de 700 metros de escuridão por baixo de terra. Dois metros de altura por um de largura. Trata-se de um túnel de calcário e lioz com tecto em rocha arredondada que só é possível observar ante a luz artificial de lanternas. De 200 em 200 metros existe um respirador. O primeiro situa-se por baixo da rua Portal das Terras. A ele se segue o percurso subterrâneo pela Avenida Portugal a fora, pelo Bairro da Luta pela Casa e pela estrada nacional que liga Benfica à Amadora. No final sobe-se a serra, sempre debaixo de terra, em direcção à Mãe de Água, a 20 metros de profundidade com 20 metros de altura, iluminados por oito janelas. No seu interior existe um pequeno tanque com metro e meio de diâmetro e cerca de 20 centímetros de profundidade que serve de reservatório das águas da nascente e as remete para o fontanário exterior. Ao redor do tanque, estão bancos de pedra. A Mãe de Água está a 300 metros de distância da nascente, parte deles em terra batida. Do espaço consegue-se observar a rocha de onde brota a água que com a ajuda do túnel vai dar ao chafariz, instalado na zona histórica de Carnaxide, frente à Igreja de S. Romão e à Casa de Saúde. Das várias estruturas arquitectónicas de Mãe de Água existentes, Carnaxide possui uma das mais trabalhadas.
Frequentada outrora por damas da nobreza, a vulnerável Mãe de Água sofreu posteriormente – ainda sofre! - algumas invasões difíceis de controlar pelos zeladores do aqueduto. É que apesar da altura impor respeito, sempre há quem salte pelas janelas com a ajuda de cordas para penetrar em território proibido...

Livro Memórias de Carnaxide – Novembro de 2005 – João Figueiredo e Sofia Santos

 

AQUEDUTO DAS FRANCESAS

Localização: Carnaxide

Dados Históricos: O Aqueduto das Francesas é um ramal subsidiário do sistema do Aqueduto das Águas Livres. O designado aqueduto tem o seu início em Carnaxide, percorre a serra com o mesmo nome, passa por Alfragide e vai até à Buraca, onde tem entrada no Aqueduto Geral. Trata-se de um aqueduto subterrâneo, sendo apenas visíveis as 30 clarabóias. As obras deste ramal foram iniciadas no século XVIII e prolongaram-se por todo o século XIX.

Edição CMO “ Património – História” Dra. Filomena Serrão